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Como a Igreja vê o catequista?


A Igreja no Brasil celebra, no quarto final de semana de agosto, a vocação do catequista.


Não se trata de um “trabalho”, uma tarefa exterior à pessoa. Ser catequista é uma vocação de serviço na Igreja. A Igreja existe para evangelizar, obedecendo ao mandato do Senhor, que São Mateus registrou, no cap. 20, v. 19 do seu Evangelho: "19. Ide, pois, e ensinai a todas as nações". E também dissera, nos discursos de despedida: “Quem me vê, vê o Pai”.


É do conhecimento amoroso de Cristo que jorra o desejo de anunciá-lo, de evangelizar e de levar outros ao sim da fé” (CIC, 429).



A finalidade definitiva da catequese é "levar à comunhão com Jesus Cristo: só ele pode conduzir ao amor do Pai no Espírito e fazer-nos participar da vida da Santíssima Trindade" (n. 426 CIC).



O catequista caminha rumo a Cristo e com Ele. Aquilo que recebeu como dom da parte do Senhor deve transmitir.



E a transmissão da fé cristã é, em primeiro lugar, o anúncio de Jesus Cristo. Desde o começo, os primeiros discípulos ardiam do desejo de anunciar Cristo: "Pois não podemos, nós, deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos" (At 4,20). E convidam os homens de todos os tempos a entrarem na alegria de sua comunhão com Cristo (n. 425 CIC).



O catequista procura compreender e transmitir o significado dos gestos e das palavras de Cristo e dos sinais realizados por Ele. E faz isto por meio de uma catequese que se chama “mistagógica”, o encontro constante com a Palavra e com os sacramentos, antes da celebração dos sacramentos da iniciação cristã. A vida cristã é um processo de crescimento e de integração de todas as dimensões da pessoa, num caminho comunitário de escuta e de resposta (cf. Evangelii gaudium, n. 166).



O catequista revela o Cristo, que, por sua vez, ensina através dessa pessoa que escolheu. Todo catequista deveria poder aplicar a si mesmo a misteriosa palavra de Jesus: 'Minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou' (Jo 7,16)." (n. 427 CIC).



Os instrumentos e formas para a transmissão da fé podem ser diversos, mas o importante é agir como o próprio Senhor agia, adaptando-se às pessoas que estavam diante dEle, para perceberem o amor do Pai.



A mensagem é sempre a mesma, porque o Senhor não muda, mas Ele faz novas todas as coisas, e capacita seus filhos escolhidos e chamados para serem mensageiros fascinados pela alegria da fé.



Trazemos, aqui, um pequeno testemunho de uma das catequistas de nossa paróquia, Eliane Poty D’avila:



É uma bênção e um grande chamado em minha vida servir neste ministério da catequese, onde procuro transmitir para os catequizandos minha experiência de vida com Jesus. Alegra meu coração ver aqueles olhos atentos a toda palavra e dinâmica em cada encontro. A grande responsabilidade eu assumo na confiança no amor do próprio Cristo por eles e por mim.

Muito obrigada, queridos catequistas.



Que Maria, Rainha da Evangelização, a Mãe educadora, abençoe todos os nossos catequistas!

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