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O dogma da Imaculada Conceição é resultado da fé da Igreja desde seu início.


O mistério de Maria está dentro do mistério cristão. Desde toda eternidade, o Deus de amor tem um plano de amor a ser realizado pelo Filho feito homem. Criou anjos e homens para participarem da própria vida divina, como filhos e templos do Espírito Sano.



Neste plano eterno de amor, uma mulher tem um lugar especial: Maria Santíssima. Deus quis a encarnação de Seu Filho com a cooperação livre de uma criatura. Escolheu Maria para ser a mãe do Filho unigênito, uma jovem israelita, uma virgem desposada com um homem chamado José, da casa de Davi.



Tudo o que se fala sobre Maria vem desse mistério: sua escolha, sua vida, seus dons, suas prerrogativas, a missão: tudo só tem sentido na relação de Maria com Jesus e com a missão do Filho.



Logo no início do Evangelho de São Lucas, ela é chamada pelo anjo “a cheia de graça” (Lc 1, 28). Conforme o Catecismo da Igreja, convinha fosse cheia de graça a mãe daquele em Quem habita corporalmente a plenitude da divindade (Col 2,9).



Ao longo dos séculos, a Igreja tomou consciência de que Maria, cheia de graça por obra de Deus, foi redimida desde a concepção. O Espírito preparou Maria com a Sua graça. Por pura graça ela foi concebida sem pecado, como a mais humilde das criaturas, a mais capaz de acolher o dom inefável de Deus. Significa que, desde sua concepção, ela está plenamente unida a Deus Trino, é habitada pela Trindade, é templo vivo da Trindade e filha de Deus (João Paulo II, Mãe do Redentor, n. 10).



Em 1854, Pio IX, recolhendo toda a tradição da Igreja desde seu início, proclamou o dogma da Imaculada Conceição.


Lembremos: A definição de um dogma pela Igreja é como a descoberta de uma nova estrela: esta não nasce no momento em que sua luz chega à terra e é percebida pelo observador. Já existia antes, desde milhares de anos luz.

Pio IX declarou o seguinte:


A beatíssima Virgem, no primeiro instante de sua concepção, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha do pecado original. Quatro anos antes, em 1850, ao aparecer a Bernadete, em Lourdes, a menina lhe perguntou quem ela era. E Maria respondeu que era a Imaculada Conceição.


Lembremos ainda que a ausência de pecado desde a origem também existiu em Eva. Assim ela foi criada, e só depois pecou, por livre vontade. Portanto, não é estranho, antes condiz que a Mãe do Salvador tivesse sido redimida do pecado desde que foi concebida, porque Deus assim quis, e para formar uma habitação adequada ao Filho de Deus.



Maria é o fruto mais excelente da redenção. O Espírito Santo a preparou e realizou todas as maravilhas em Maria. Ela é a obra-prima da missão do Filho e do Espírito Santo na plenitude dos tempos.



Pela primeira vez no plano da salvação, e porque o Espírito a preparou, o Pai encontra a morada em que Seu filho e Seu Espírito podem habitar entre os homens.



Portanto, pela graça de Deus, Maria foi concebida sem pecado, e permaneceu pura de todo o pecado pessoal, ao longo e toda a sua vida.



Fonte: Catecismo da Igreja Católica

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