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MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES DE 2021


Amigos e paroquianos, entramos em outubro, e, neste mês, a Igreja celebra as missões.



O Para Francisco refletiu, na sua mensagem para o Dia Mundial das Missões de 2021, sobre a passagem dos Atos do Apóstolos em que Pedro, quando o Sinédrio pretende calar os apóstolos, responde: «Não podemos deixar de afirmar o que vimos e ouvimos» (At 4, 20).



A experiência da força do amor de Deus, manifestado em Jesus, leva a nos sentirmos parte da missão a que Ele nos chamou: «Ide às saídas dos caminhos e convidai todos quantos encontrardes» (Mt 22, 9). Ninguém pode sentir-se estranho ou afastado deste amor de compaixão, afirmou o Papa.



E Francisco prossegue sua meditação. O amor põe em movimento aquele que encontrou o Senhor. Gera um tempo novo, uma fé capaz de estimular iniciativas e plasmar comunidades a partir de homens e mulheres que aprendem a ocupar-se da fragilidade própria e dos outros (Francisco, Carta Encíclica Fratelli tutti, 67), promovendo a fraternidade e a amizade social. Como comunidade eclesial, mostraremos nossa beleza sempre que nos lembrarmos de que o Senhor nos amou primeiro (1 Jo 4, 19). Pois o ardor missionário não se obtém através de raciocínios ou cálculos. Colocar-se 'em estado de missão' é um reflexo da gratidão» (Francisco, Mensagem às Pontifícias Obras Missionárias, 21 de maio de 2020).



Os Atos dos Apóstolos testemunham que o tempo do início da Igreja não era fácil. Vemos as histórias de prisões, resistências internas e externas, mas os primeiros cristãos prosseguiram, e o perfume do Evangelho se difundiu à passagem deles, suscitando aquela alegria que só o Espírito pode dar.



O Papa explica que o livro dos Atos ensina a viver as provações unidos a Cristo, e amadurece a «convicção de que Deus pode atuar em qualquer circunstância, mesmo no meio de aparentes fracassos», além da certeza de que «a pessoa que se oferece e entrega a Deus por amor, seguramente será fecunda (Jo 15, 5)» (Francisco, Exortação Apostólica Evangelii gaudium, 279). Por isso, A seguir, sugere os Atos como uma leitura que deve nos acompanhar todos os dias.



O momento histórico atual também não é fácil. A situação da pandemia pôs em evidência e ainda aumentou o sofrimento, a solidão, a pobreza e as injustiças de que já tantos padeciam, e desmascarou as nossas falsas seguranças e as polarizações que nos dilaceram. Vieram o desânimo, a decepção, o cansaço, a amargura, a falta de esperança.



Porém, lembra Francisco, a Palavra de Vida ecoa nos nossos corações: «Não está aqui; ressuscitou» (Lc 24, 6). A quantos se deixam tocar por ela, dá a liberdade e a audácia para levantar e procurar, criativamente, todas as formas possíveis de viver a compaixão, manifestando a proximidade de Deus, que não abandona ninguém na beira da estrada. É a sua Palavra que nos afasta das desculpas que nos fecham: «Tanto faz; nada mudará!»



No contexto atual, há urgente necessidade de missionários de esperança que, ungidos pelo Senhor, sejam capazes de exclamar, com todas as forças: «não podemos deixar de afirmar o que vimos e ouvimos» (At 4, 20). Como cristãos, não podemos reservar o Senhor para nós mesmos. A missão da Igreja é evangelizar (São Paulo VI, Exortação Apostólica Evangelii nuntiandi, 14).



É um convite dirigido a cada um de nós para testemunhar aquilo que tem no coração. No individualismo ou fechamento em pequenos grupos, a vida de fé esmorece, perde profecia e capacidade de encanto e gratidão.



Foi atraídos pelo Senhor e a vida nova que Ele oferecia que os primeiros cristãos não cederam à tentação de se fechar numa elite. Ao contrário, foram ao encontro dos povos para testemunhar o que viram e ouviram: o Reino de Deus está próximo. Bem sentiam que outros iriam se alimentar do fruto da sua dedicação e sacrifício. O bem precisa ser comunicado, embora coexista com muitas fragilidades (Francisco, Exortação Apostólica Christus vivit, 239).



Francisco conclama a pedirmos, com insistência, «ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe» (Lc 10, 2), cientes de que a vocação para a missão não é algo do passado nem uma recordação romântica de outrora. Hoje, Jesus precisa de corações que sejam capazes de viver a vocação como uma verdadeira história de amor, que saiam para as periferias do mundo e se tornem mensageiros e instrumentos de compaixão. Faz esta chamada a todos. As periferias também estão perto de nós, no centro da cidade ou na própria família.



Viver a missão é aventurar-se no cultivo dos mesmos sentimentos de Cristo Jesus e, com Ele, acreditar que a pessoa ao meu lado é também meu irmão, minha irmã. Que o amor de compaixão do Senhor desperte também o nosso e a todos torne discípulos missionários.



Então, o Papa encerra a sua mensagem recordando com gratidão todos aqueles cujo testemunho de vida ajuda os fiéis a renovar o seu compromisso batismal de serem apóstolos generosos e alegres do Evangelho. E pede Francisco que Maria, a primeira discípula missionária, faça crescer em todos os batizados o desejo de ser sal e luz nas nossas terras (Mt 5, 13-14).



Lancemos, portanto, as sementes que nos foram confiadas. A missão depende de cada um de nós! Deus os abençoe!

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