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Mensagem do Papa Francisco para o 60º Dia Mundial das Vocações em 2023: Vocação: graça e missão.


Neste 60º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, o tema proposto pelo Papa Francisco é: «Vocação: graça e missão».



Com base na Carta aos Efésios 1, 4-5, Francisco afirma: Deus «concebe-nos» à sua imagem e semelhança e quer-nos seus filhos: fomos criados pelo Amor, por amor e com amor, e somos feitos para amar. No decurso da nossa vida, esta chamada nos alcança, pela ação do Espírito Santo, e faz arder o nosso coração.



O Pontífice diz que a fantasia de Deus que nos chama é infinita e a sua iniciativa e dom gratuito esperam a nossa resposta. A vocação é uma «combinação entre a escolha divina e a liberdade humana». Esta é a estrutura fundamental daquilo que entendemos por vocação: Deus chama amando, e nós, agradecidos, respondemos amando. Descobrimo-nos como filhos e filhas amados pelo mesmo Pai, e reconhecemo-nos como irmãos e irmãs entre nós.



Por outro lado, não há vocação sem missão. E não há felicidade e plena autorrealização sem oferecer aos outros a vida nova que encontramos. Cada um de nós pode dizer: «Eu sou uma missão nesta terra e para isso estou neste mundo» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 273).



A missão comum a todos os cristãos é testemunhar com alegria aquilo que experimentamos estando com Jesus e na sua comunidade, que é a Igreja. E se traduz em obras de misericórdia materiais e espirituais, num estilo de vida acolhedor e sereno, capaz de proximidade, compaixão e ternura, em contracorrente à cultura do descarte e da indiferença. Somos «como que marcados a fogo por esta missão de iluminar, abençoar, vivificar, levantar, curar, libertar» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 273).



Então o Papa recorda o significado do termo Igreja, deriva precisamente de Ekklesía, palavra grega cujo sentido é assembleia de pessoas chamadas, convocadas, para formar a comunidade dos discípulos e discípulas missionários de Jesus Cristo, comprometendo-se a viver entre si o seu amor (cf. Jo 13, 34; 15, 12) e a espalhá-lo no meio de todos, para que venha o Reino de Deus.



Na Igreja, somos todos servos e servas, segundo diversas vocações, carismas e ministérios. Neste sentido, a Igreja é uma sinfonia vocacional, com todas as vocações unidas e distintas em harmonia e juntas «em saída» para irradiar no mundo a vida nova do Reino de Deus.



Ao final, Francisco expressa seu desejo de que as iniciativas de oração e animação pastoral ligadas ao Dia Mundial das Vocações reforcem a sensibilidade vocacional nas nossas famílias, nas paróquias, nas comunidades de vida consagrada, nas associações e nos movimentos eclesiais.



E reza para que o Espírito do Ressuscitado nos faça sair da apatia e nos dê simpatia e empatia, para vivermos cada dia regenerados como filhos de Deus-Amor (cf. 1 Jo 4, 16) e sermos, por nossa vez, geradores no amor: capazes de levar a vida a todos os lugares, especialmente onde há exclusão e exploração, indigência e morte. Que deste modo se alarguem os espaços de amor e Deus reine cada vez mais neste mundo, conclui o Pontífice.


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