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DIA MUNDIAL DOS AVÓS E IDOSOS

O Papa Francisco instituiu, no quarto domingo de julho, que este ano cai neste dia 25, o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos. Sua mensagem para essa data parte da promessa de Jesus, «Eu estou contigo todos os dias».



Lembrando sua idade de mais de 80 anos, e como Bispo de Roma, garante que toda a Igreja é solidária com os avós e idosos, e não quer deixá-los abandonados. Recorda-lhes que Cristo não é indiferente à solidão (agravada pela pandemia da Covid-19), conhece cada tribulação, está junto de cada um e, como a São Joaquim, pai de Nossa Senhora, envia seus anjos para animar a quem precisa.



“Oxalá cada avô, cada idoso, cada avó, cada idosa – especialmente quem dentre vós está mais sozinho – receba a visita de um anjo!”, desejou o Papa: seja no rosto dos netos, dos familiares, dos amigos de longa data ou de conhecidos. E também através da Palavra divina, “que Ele nunca deixa faltar na nossa vida”. A Sagrada Escritura ajudará a entender aquilo que o Senhor pede hoje na vida de cada um, fazendo novos convites, com novas palavras, e sempre alcançando a Sua consolação.



Porque Jesus continua a repetir também aos idosos: «Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado» (Mt 28, 19-20).



“Atenção”, diz o Papa! “Qual é a nossa vocação hoje, na nossa idade? Salvaguardar as raízes, transmitir a fé aos jovens e cuidar dos pequeninos. Não vos esqueçais disto. Não existe idade para aposentar-se da tarefa de anunciar o Evangelho”.



Então Francisco aponta algumas perguntas, certamente feitas pelos avós e idosos: Como é possível viver isso? As minhas energias vão-se exaurindo e não creio que possa ainda fazer muito. Como posso começar a comportar-me de maneira diferente, quando o hábito se tornou a regra da minha existência? Como posso dedicar-me a quem é mais pobre, se já tenho tantas preocupações com a minha família? Como posso alongar o meu olhar, se não me é permitido sequer sair da residência onde vivo? Não é um fardo já demasiado pesado a minha solidão?



E logo o Papa responde: Isso é possível, abrindo o próprio coração à obra do Espírito Santo, que sopra onde quer e faz aquilo que quer.



Neste mundo pós-pandemia, Francisco sublinha que os idosos são necessários para se construir, na fraternidade e na amizade social, o mundo de amanhã, entre cujos pilares há três que pertencem especialmente aos avós e idosos: os sonhos, a memória e a oração.



Os jovens poderão tomar os sonhos dos idosos e levá-los adiante. É preciso testemunhar a eles que é possível sair renovado de experiências dolorosas.



A memória é uma missão verdadeira e própria de cada idoso: conservar na memória e levar a memória aos outros. Os alicerces da vida estão na memória; sem alicerces, nunca se poderá construir uma casa.



Por fim, a oração. A tua oração, diz Francisco, é um pulmão de que a Igreja e o mundo não podem ser privados, sobretudo neste tempo tão difícil para a humanidade, no mar tempestuoso da pandemia. “A tua intercessão pelo mundo e pela Igreja não é vã, mas indica a todos a serena confiança de um porto seguro”.



Concluindo sua mensagem, o Papa pede ao Senhor que, com o exemplo que Ele mesmo deu, cada um dos idosos alargue o próprio coração e o torne sensível aos sofrimentos dos mais necessitados, capaz de interceder por eles, dando-lhes a consolação aqui hoje dirigida: “‘Eu estou contigo todos os dias’. Avante e coragem! Que o Senhor vos abençoe”.




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