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Dia Mundial das Comunicações



Por que celebrar o Dia Mundial das Comunicações Sociais?

Neste momento de pandemia em que vivemos se torna ainda mais evidente a importância da Pastoral da Comunicação, dos agentes de comunicação que estão auxiliando os sacerdotes nas transmissões das missas, nas reuniões de videochamadas dos grupos pelos aplicativos como o Zoom, buscando criar novas iniciativas pastorais, produzindo conteúdo para as redes sociais e sites das comunidades.

Este dia é um momento de reconhecer o papel da Pastoral da Comunicação, agradecer cada leigo e leiga que se dedica a este trabalho e construir iniciativas para educar todo o povo de Deus à cultura da comunicação.

Por que se comemora no Domingo da Ascensão do Senhor?

A Ascensão do Senhor marca o fim e o início de um processo comunicativo dentro da perene dinâmica da comunicação entre Deus e a humanidade. Com a subida de Jesus aos céus, o Verbo de Deus que se encarna retorna ao Pai, concluindo a missão de comunicar tudo o que Deus queria revelar ao ser humano. Então, todo o conteúdo revelado ao longo da história da Salvação através dos profetas, chega a sua plenitude na vida de Jesus e se completa com o retorno de Jesus ao Pai.

Entretanto, inicia-se um novo processo comunicativo neste mesmo evento, com o mandato missionário: “Ide e fazei discípulos meus todos os povos” (Mt 28, 19). Aqueles que receberam a boa nova, que conviveram com Jesus, ouviram seus ensinamentos, viram as maravilhas que ele realizou, são chamados agora a testemunhar e comunicar essa boa notícia até os confins da terra. Todo o batizado é discípulo missionário, isto é, deve continuar a missão das primeiras discípulas e discípulos de Cristo, testemunhando hoje a sua fé. A Ascensão inaugura também uma nova forma da presença de Jesus em nós através do Espírito Santo: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28, 20).

Quando começou o Dia Mundial das Comunicações Sociais?

A partir do Concílio Vaticano II (1962-1965), os bispos conciliares criaram um secretariado para tratar da Comunicação na Igreja e Sociedade: nasce assim a Pastoral da Comunicação. A Igreja instituiu também o Dia Mundial das Comunicações, explicitamente escrito no Decreto Inter Mirifica (1963), que marca a primeira vez que a Igreja refletiu sobre a Comunicação em um sínodo. O n. 18 diz assim:


Para que se revigore o apostolado da Igreja em relação com os meios de comunicação social, deve celebrar-se em cada ano em todas as dioceses do mundo, [...] um dia em que os fiéis sejam doutrinados a respeito das suas obrigações nesta matéria, convidados a orar por esta causa e a dar uma esmola para este fim, a qual ser destinada a sustentar e a fomentar, segundo as necessidades [...], as instituições e as iniciativas promovidas pela Igreja nesta matéria.


A partir deste decreto, a cada ano o Papa faz uma mensagem sobre um aspecto da comunicação pertinente à realidade e à fé, e convida neste dia a Igreja no mundo todo a refletir sobre este assunto.


Qual o tema da Mensagem deste ano?

O tema da Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações deste ano é: “Para que possas contar e fixar na memória”. A vida faz-se história. Ela fala da nossa missão que começou a partir da Ascensão de Jesus de narrar de geração em geração a boa nova da salvação em Jesus Cristo.

A Mensagem é dividida em 5 pontos: Tecer histórias; Nem todas as histórias são boas; A História das Histórias, Uma história que se renova; Uma história que nos renova.

No primeiro ponto, Papa Francisco destaca que toda a nossa vida é tecida por histórias. Desde a infância ouvimos histórias que nos ensinam quem nós somos e de onde viemos, como a história de nossos antepassados. Ao longo de nossa vida, vamos formando nossa consciência através da história de heroínas e heróis que nos mostram quem nós queremos ser e quais princípios seguirmos.

No segundo tópico, Francisco fala que “Nem todas as histórias são boas”. Existem fábulas, histórias falsas, como as fake news, que nos convencem de tal maneira que é difícil sairmos dessa trama. Ele observa como as narrativas que acompanhamos são absorvidas pela nossa mente com poucos filtros e, sem percebermos, nossas atitudes são influenciadas por personagens que simpatizamos. Às vezes esses enredos trazem dilemas éticos que tentam justificar uma má ação pelo fim que almejam e acabamos aceitando sugestões contrárias aos valores cristãos. Por isso, devemos estar conscientes de que toda história que nos é contada tem uma finalidade e deve ser vista com consciência crítica. Sabemos também que existem história reais, tristes, de sofrimento, mas Francisco nos exorta a tirarmos algo bom também dessas histórias.

O terceiro ponto apresenta a Bíblia como a História das Histórias. Como “a grande história de amor recíproco entre Deus e a humanidade: Assim, cada pessoa é chamada, de geração em geração, a contar e fixar na memória os episódios mais significativos desta História de histórias”. Também nos faz perceber que os Evangelhos são narrações que enquanto nos informam acerca de Jesus, performam-nos à imagem de Jesus, como Bento XVI explica, na Spe Salvi, n. 2: “Isso significa que o Evangelho não é apenas uma comunicação de realidades que se podem saber, mas uma comunicação que gera mudança de vida”.

No quarto tópico, o Papa ensina que a história de Cristo é uma história que se renova, é sempre atual porque é a nossa própria história com ele, vivida, revivida e recontada em nós. Por isso que não há histórias humanas insignificantes. Depois que Deus Se fez história, toda a história humana é, de certo modo, história divina. [...] Cada pessoa humana é importante, e cada história humana pode tornar-se um anexo do Evangelho, uma narrativa inspirada pelo Espírito.

Por fim, no quinto ponto, Francisco diz que a história de Cristo não apenas é sempre nova, mas também nos renova. Fala ainda da importância de Narrar nossa história para Deus, recontá-la sobre a ótica do Narrador, isto é, fazer memória daquilo que somos aos olhos de Deus. Assim, o Espírito Santo fica livre para escrever no nosso coração, restaurando a memória que temos de nós mesmos e renovando a nossa vida.

Entregamos todas as comunicadoras e comunicadores aos cuidados da Estrela da Evangelização, através da oração que o Papa Francisco faz à Virgem Maria no fim dessa mensagem, rezemos juntos:


“Ó Maria, mulher e mãe, Vós tecestes no seio a Palavra divina, Vós narrastes com a vossa vida as magníficas obras de Deus. Ouvi as nossas histórias, guardai-as no vosso coração e fazei vossas também as histórias que ninguém quer escutar. Ensinai-nos a reconhecer o fio bom que guia a história. [...] Pelas vossas mãos delicadas, todos os nós podem ser desatados. Mulher do Espírito, Mãe da confiança, inspirai-nos a construir histórias de paz, histórias de futuro. E indicai-nos o caminho para as percorrermos juntos”.


Parabéns a todos os comunicadores e comunicadoras que ajudam a Igreja nessa missão de comunicar a fé e fazer chegar a Palavra de Deus a todas as pessoas.

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