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Como você está usando as redes sociais?A Santa Sé publica documento sobre o tema.


No último dia 30 de maio, o Dicastério para a Comunicação da Santa Sé publicou um documento chamado “Rumo à presença plena”, sobre o papel das redes sociais no mundo de hoje, como o objetivo de promover uma reflexão sobre as experiências digitais, encorajando-nos a uma abordagem construtiva e criativa que promova uma cultura de amor ao próximo.



O documento aborda o excesso de informação que incide sobre nós, a falta de atenção aos outros, a realidade dos “influenciadores”, o testemunho de Cristo, a “desintoxicação digital”, a necessidade do silêncio e a importância de ouvir e construir comunidade em um mundo fragmentado.



Lembra como estamos perdendo a capacidade de pensar profunda e objetivamente, ficando apenas na superfície das realidades.



“Diferentes websites, aplicativos e plataformas são programados para tirar proveito do desejo humano de reconhecimento e lutam constantemente para chamar a atenção das pessoas. A atenção por si só passou a ser o ativo e a mercadoria mais valiosos”. Essa demanda por atenção “é semelhante ao processo mediante o qual qualquer tentação entra no coração humano e desvia nossa atenção da única palavra realmente significativa e vivificante, a Palavra de Deus”.



Observa o documento: Em vez de nos concentrarmos em uma matéria de cada vez, nossa atenção passa rapidamente de um assunto para outro, postamos de maneira instantânea, uma vez que estamos fisiologicamente viciados em estímulos digitais, desejamos cada vez mais conteúdo, navegamos interminavelmente, e sentimo-nos frustrados por qualquer falta de atualização.



O texto destaca a necessidade de silêncio e de escolas, famílias e comunidades estabelecerem horários para que as pessoas se desconectem dos aparelhos digitais.



“Sem o silêncio e o espaço para pensar lenta e profundamente, corremos o risco de perder não só as capacidades cognitivas, mas também a profundidade de nossas interações, tanto humanas como divinas”.


As redes são fonte de algumas "armadilhas ", como o discurso agressivo e negativo compartilhado sob a "cobertura do anonimato". Isso gera divisão e até ódio. Os algoritmos de personalização de conteúdo das redes podem reforçar as próprias opiniões das pessoas sem expô-las a outras ideias, levando, muitas vezes, a comportamentos extremos. É preciso examinar o que acontece, do ponto de vista do homem ferido na parábola do Bom Samaritano", diz o texto.



Buscando a atenção das pessoas (a nova mercadoria de que se falou acima), as empresas titulares das redes sociais compram e vendem perfis e dados. Parecem gratuitas, mas não são. Nós as estamos remunerando com os minutos de nossa atenção e os nossos dados.



Além disso, é cada vez mais difícil averiguar as fontes e a exatidão das informações que circulam no mundo digital.



Cada cristão deve estar ciente da sua influência potencial, seja qual for o número de seguidores que tiver. A nossa apresentação de ideias, ensinamentos, pensamentos, reflexões espirituais nas redes sociais deve ser fiel à tradição cristã. Há conteúdos que são intencionalmente produzidos para semear o conflito entre os usuários, causando indignação ou reações emocionais”, prossegue a reflexão. Por isso devemos estar atentos para não compartilhá-los.



O texto ainda encoraja os cristãos a ponderarem se suas postagens estão buscando “seguidores” para si ou para Cristo.



E O documento indaga em seguida: “O que significa ser testemunha? Aponta a resposta: “A palavra grega para testemunha é ‘mártir’, e é correto dizer que alguns dos mais poderosos ‘influencers cristãos’ foram mártires”. Precisamos lembrar que “não houve ‘likes’ e praticamente nenhum ‘seguidor’ no momento da maior manifestação da glória de Deus, na cruz! O sucesso humano é relativizado pela lógica do Evangelho, loucura para o mundo.



Nossa vocação é de nos oferecermos de alma e corpo, a fim de nos tornarmos um espaço para a comunicação do amor de Deus, um sinal que aponta para o Filho de Deus”. Como João Batista, primeira testemunha de Cristo, nossa meta deve ser: ‘Importa que Ele cresça e que eu diminua’ (Jo 3, 30).



Fonte: Vatican News

Crédito de Imagem: Shutterstock Alberto Nasnovo

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